Sei que Paris é um sonho pra muita gente, que existem pessoas que vão à Paris todo ano pois amam essa cidade. Sei também que Paris é a cidade que recebe mais turistas no mundo, então também sou ciente que sou voto vencido.
Mas preciso contar toda a experiência e contextualizar a minha opinião.
Em agosto de 2017, fiz minha primeira viagem Internacional, uma semana em Londres e uma semana em Roma, com minha mãe, meu irmão e cunhada.
Na primeira semana, Londres me chamou muito a atenção pelo cuidado que a cidade é tratada, ruas limpas, fachadas muito bem cuidadas, transporte super pontual e de muito fácil acesso. Tudo estava lindo. Na programação dessa semana, colocamos um bate-volta pra Paris. Pegamos o trem, dormi boa parte da viagem, pois saímos lá pelas 5 da manhã.
Chegamos na estação de Paris algumas horas depois, passamos fácil pela Imigração que só carimbou nossos passaportes sem perguntar nada.
Ali mesmo na estação ferroviária de Paris, já notei um ambiente bem diferente, mas fomos pra fila comprar o bilhete que nos dava acesso ao dia inteiro pra usar nos transportes. Fomos bem atendidos, mas ao sairmos do ambiente da bilheteria e irmos até o trem que nos levasse pro centro, parecia que estava no Parque Dom Pedro aqui em São Paulo, um caos daquele mesmo estilo. Uma sujeira enorme, um ambiente extremamente diferente, em determinado momento, parecia que estava naquele ambiente onde o Kyle Reese descreve pra Sarah Connor, como era o futuro, cheio de ratos, pessoas dormindo no chão, odores terríveis.
Ao entrarmos no metrô, ainda era umas 9 da manhã, o cheiro de CC era impressionante, não parecia que vinha de uma determinada pessoa, mas parecia que era o odor ambiente mesmo, a primeira lenda que ouvimos sobre as pessoas que transitam por Paris não tomam banho, me fez concluir que deve ser verdade por esse dia. Mas algo positivo foi a música que um homem cantava e tocava com seu violão, não lembro da música, mas era um homem negro, aparentando uns 50 anos, mandando um blues das antigas, isso me fez amenizar o fedor que estava naquele ambiente.
Maaas, o dia seria longo. Chegamos numa catedral, era aquela que pra chegar nela, é necessário subir naqueles teleféricos que transportam várias pessoas ao mesmo tempo, a experiência foi legal, mas quando saímos da catedral, muito bonita, por sinal, avistamos soldados, não dá polícia, mas do exército francês, um deles usava sua metralhadora na frente, e era nítido o dedo no gatilho, os dois soldados andavam e conversavam pacificamente, mas aquele ambiente era bem tenso por essa situação, lembro que fomos um tempo depois de um atentado que tinha rolado por lá e por isso tinham tantos soldados pelas ruas naquele dia.
Depois dali, fomos almoçar no Hard Rock Café, lindo demais por dentro, ambiente ótimo, acho que foi o mais bonito que fui.
Após o almoço, novamente pegamos o metrô parisiense, e novamente sentimos aquele cheiro forte, não sei se as pessoas já se acostumaram com aquilo, ou se eles não sentem. Mas chegando no ambiente da torre Eifell e do Arco do Triunfo, presenciei algo único, a torre que vemos por fotos a vida inteira, é de fato a mesma, mas vê-la na sua frente é algo bem diferente, e a sensação foi incrível. Como era agosto, férias na Europa, a fila estava gigante e optamos por não subir, mas ficamos embaixo da Torre por bastante tempo.
No final da tarde andamos pela champs elysees, absolutamente nada demais, uma avenida com lojas de luxo, mas a avenida em si, não tinha absolutamente nenhum diferencial como muita gente pode achar.
Fomos embora à noite, não antes de entrar numa estação de metrô que cheirava urina, não era em um lugar específico, a estação inteira fedia mijo, e juro que não estou exagerando, o cheiro era forte e só passou quando pegamos o metrô pra irmos embora. Durante a viagem ainda no metrô, tive uma crise de riso com minha mãe, pela forma que o maquinista anunciava o nome da estação, pois a estação se chamava Roulet e a pronuncia era "rola" aquilo fez eu e minha mãe rirmos feito duas crianças de quinta série.
Algumas atenuantes antes de concluir, era verão, calor do hell, ambientes cheios por ser época de férias. Além de ter sido um bate-volta, correria danada, e só fomos nos pontos turísticos. Não sei se iría gostar de ficar em Paris pra ver mais lugares, mas essa Paris turística, eu achei uma bela bosta. Digo também que isso deva ser uma situação específica de Paris pois creio que iria gostar de outras cidades da França.
Mas concluo que nunca mais quero voltar à Paris, e que o melhor momento dessa viagem, foi quando estava sentado no trem voltando pra Londres.