sábado, 29 de junho de 2024

O Brasil de Dorival


Dorival encara sua primeira competição no comando da seleção brasileira. 

No jogo de estreia, não conseguiu furar a retranca da Costa Rica. Na verdade, conseguiu, mas o gol foi absurdamente anulado. 

Já no segundo jogo, contra o Paraguai, conseguiu fazer uma goleada por 4x1, com uma excelente atuação de Vinícius Jr, que vinha sendo cobrado pela torcida há tempos. 

Continuo achando a safra de jogadores da seleção muito boa, só precisamos de um treinador que saiba evoluir esse ciclo. 

É notório o comportamento diferente deste time de Dorival, para aquele time horrível treinado por Fernando Diniz.

A competição é o que menos importa no momento, o importante é dar uma cara e estabelecer um padrão de jogo para a sequência das eliminatórias e chegar bem para a Copa de 2026.

Outra coisa que gostei muito, foi esse agasalho que ele tem usado nos jogos, pois lembra demais o Zagallo da Copa de 98.

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Cartas para o além - PT2


Fala seu Joaquim, como estão as coisas por aí? Queria muito saber onde o senhor está, será que já encontrou com o pessoal que foi embora deste mundo depois que o senhor?

Vira e mexe falamos do senhor por aqui, lembramos do seu chevette branco, tão judiado, por rodar São Paulo o dia todo em seu táxi. 

Lembra quando o senhor subia todo final de semana a rua com uma garrafa dentro de um saco de pão e voltava com ela cheia? Era a 51 da semana garantida. Sempre misturada com groselha e açúcar. Como o senhor conseguia tomar isso todos os dias? E o Campari debaixo da pia? Engraçado eu falar assim, mas nunca te vi bebaço, acho que precisava da sua dose diária, sabendo que não podia passar disso. 

Só que não adiantou muito né Quinkas? O senhor pegou um câncer hepático, justamente por causa dessa cachaça.

Mas é sério Vô, eu acho que hoje entendo o motivo do senhor chorar todas as vezes que nos via, depois do meu pai ter morrido. Creio que era um tipo de arrependimento, remorso ou algo parecido. Nunca vou entender a dor de perder um filho, mas a de um pai eu entendo, e estamos falando da mesma pessoa.

Caralho Vô, por que o senhor tratava tão mal ele? O que diabos ele te fazia pro senhor ter sido um pai tão horrível? Eu não tenho o que reclamar como neto, o senhor sempre foi bacana comigo e com meu irmão, mas pelo que soube, o senhor foi um pai terrível. Teve que prestar contas aí? Ainda está prestando ou já conseguiu o perdão? 
De coração, eu espero que esteja num ambiente de paz, junto dos seus, pois por mais que sempre soube dessas histórias, minha memória afetiva com o senhor, não permite que eu nutra algum tipo de raiva, ao contrário do que meu pai sentia pelo senhor, seu filho né. Até levei algumas broncas, mas a maioria eu mereci.

Outra coisa Vô, comecei há um tempo estudar genealogia, a história da nossa família. A parte dos nossos ancestrais mais interessante até agora são as da sua árvore. Como eu queria perguntar pro senhor como era a sua avó Jacinta, que veio da Itália, e que o senhor a conheceu. E o seu Antônio? Pai do meu Bisavô Laurindo, e dona Elisa? Vi uma foto deles esses dias. Como queria que o senhor me contasse como eles eram em suas respectivas personalidades. 

Poxa, uma pena o senhor ter ido embora aos setenta e dois anos, foi um câncer tão avassalador, que nem deu tempo de me despedir.

Mas é isso, fique e busque a paz por aí meu querido avô. Jamais te esquecerei enquanto estiver por aqui. Alias, toda vez que dou uma pigarrada, lembro do senhor, com aquele pigarro diário e característico.

Um beijo, e até qualquer hora!

sábado, 15 de junho de 2024

Cartas Para o Além - Pt1


Conversando com uma amiga dia desses, mencionei que tinha vontade de dizer muita coisa pras pessoas mais próximas que já morreram, e ela me sugeriu que escrevesse uma carta para cada uma delas. Como não tenho mais o hábito do papel e caneta, resolvi aceitar a sugestão e escrever essas tais cartas, aqui neste Blog. 

Começo pela minha querida Avó Ozenia, ou como todos a chamavam, Dona Iracema.

Vó, já fazem quase 15 anos que não ouço a sua voz doce e rouca. O tempo passa rápido pra nós aqui, sabe?  Claro que sabe, a senhora viveu por 82 anos aqui neste plano, então, entende muito melhor do que eu sobre como o tempo funciona por aqui.

Sabe Vó, eu nunca entendi muito bem lá na época que era criança, o motivo da senhora ter tanto amor por nós. Achava meio exagerada, aquelas demonstrações de carinho que a senhora sempre fazia questão de deixá-las em evidência. 

Acho que hoje entendo esse jeito carinhoso que a senhora tinha, hoje entendo porque meu pai (seu filho) era tão apegado à senhora. Uma pena que passei a entender isso, em um período da minha vida  que a senhora já não está mais por aqui. Lembro de um dia, algum parente se despediu abraçando todos nós, e eu, um adolescente tímido, fiz aquela cara pra senhora, e depois que ele foi embora, a senhora disse que era bom abraçar as pessoas mais próximas,  e ainda disse que sentia saudades de abraçar seus irmãos José, Isabel e João, que já haviam morrido. Agora eu entendo essa vontade Vó, pois hoje, sou eu que queria te dar um forte abraço. 

Vó, preciso te dizer também que digo a todos, que nunca comi nada mais saboroso do que tudo que a senhora preparava na cozinha, com tanto amor, cada almoço que a senhora preparava era feito com todo o amor que a senhora tinha por nós,  e dava muito resultado,  pois desde o arroz e feijão, até o bolo de prestígio, seguem insuperáveis, acho que nunca mais vou degustar uma comida tão boa quanto a que a senhora sabia fazer.

Como estão todos por aí Vó? A senhora segue inseparável da Tia Santa? Já recuperaram o tempo que ficaram afastadas por aqui? E meu avô? Segue te dando trabalho? A Tia Luzia que nos últimos tempos da senhora por aqui, costumava aparecer pra senhora, continua sorrindo o dia todo? Meu pai segue sempre por perto como foi a vida toda de vocês por aqui?
Espero que estejam todos em paz, todos bem, e me esperem, que um dia chegará a minha hora, não tenho pressa, mas tenho saudades, então espero que possam me esperar. 
Eu nunca aceitei muito bem aqueles seus últimos noventa dias Vó, nunca entendi porque Deus deixou a senhora sofrer tanto tempo naquele leito de hospital, o que a senhora fez nesses 82 anos de vida pra sofrer tanto naquele final? Talvez a senhora tenha a resposta. Tiveram vários dias em que ia visitá-la e quando saía, chorava o caminho todo andando do Incor até a estação de metrô. Mas lá dentro eu sempre esperava pra falar com o médico após cada visita, mesmo sem ele nos dar esperança, dizia pra senhora que estava melhorando. Lembro que sempre me despedia com um beijo na testa, dizia pra senhora ficar com Deus, quando prontamente a senhora respondia pra eu ir com ele.

Seu neto sempre amou a senhora, apenas não sabia demonstrar com a sua mesma maestria.

Até algum dia, minha amada Vó Cema! 

sábado, 8 de junho de 2024

As Curiosidades da minha genealogia PT8


Há tempos nâo trazia uma atualização sobre minha Genealogia, esse assunto costuma ser assim, ficamos muito tempo encalhados numa parte da árvore, e assim continuo, pois na verdade não se trata de uma atualização, mas sim de uma raridade encontrada.

Tenho uma prima que mora em Campinas,filha de uma irmã de meu avô Joaquim, essa minha tia-avó é viva ainda, graças à Deus. Então essa minha prima encontrou essa foto no meio de outras, e confirmou que se tratava dos pais de meu bisavô Laurindo. Ou seja, os personagens dessa foto raríssima são meus tataravós.

Seu Antônio Tobias Rosa e Dona Elisa Dias Corrêa.

A menina sentada, possivelmente é alguma neta das várias que tiveram, a foto deve ser do ser do final dos anos 40, uma vez que dona Elisa faleceu em 1951, e na foto já aparentam ter uma idade um pouco avançada pra ser antes disso.

Fico muito feliz em ver uma foto de ambos, imaginava dona Elisa um pouco diferente, mas o Antônio é bem próximo do que pensava como seria sua fisionomia.

Quando vejo fotos desses meus antepassados, viajo nas minhas ideias, em imaginar como eles eram no que se refere a personalidade, rotina e tipo de vida que levavam. 

Lembro que graças a esses senhores e senhoras do nosso passado, que faço parte deste mundo, pois são os ramos interligados de cada pessoa em suas respectivas épocas que permitiram a nossa existência. 

Muito bom deixar registrado aqui a quem um dia possa interessar, esse minúsculo resquício de existência de meus tataravós Elisa Dias Corrêa e Antônio Tobias Rosa.

Minha hérnia de Disco

Há alguns meses, senti uma dor nas costas, comecei a tomar um analgésico, que fazia a dor passar por um tempo, mas ela voltava. ...