sábado, 31 de outubro de 2026

Minha hérnia de Disco

Há alguns meses, senti uma dor nas costas, comecei a tomar um analgésico, que fazia a dor passar por um tempo, mas ela voltava.

Não me preocupei muito e segui me medicando por conta própria.

De uma hora pra outra, minha perna esquerda ficou fraca e comecei a caminhar com dificuldade. 
Fui a um neurologista, que me encaminhou para um neurocirurgião. Após realizar a ultrassonografia, fui diagnosticado com hérnia de disco. Há um outro nome mais científico, que não me lembro agora.
A hérnia de disco invade o lugar da medula, e faz o sangue passar con extrema dificuldade. No meu caso, após algumas injeções, a dor nao era mais problema, porém, o andar ficou mais dificil, subir num carro, fazer movimentos corriqueiros, necessários com a perna esquerda, estava cada vez mais complicado.

Após uma bateria de exames, fui submetido a uma cirurgia, para retirada da hérnia e inserção de um objeto chamado Cage, que substitui a área danificada do disco.
 Escrevo esse texto num sábado, e a cirurgia foi na última quinta-feira, pela manhã. 
Há um corte grande no pescoço. Tive que passar dois dias com uma sonda urinária,  que foi agoniante tirá-la quando tive alta.
Ainda sinto um pouco de ardência ao fazer xixi, mas está bem mais reduzida.
Inexplicavelmente, estou com uma dor no braço direito, que nunca tive.
Comecei a tomar um analgésico, receitado pelo cirurgião, para o caso de dores intensas.
A cirurgia foi um sucesso, mas o neurocirurgião mencionou que não foi muito facil. Meu pescoço não é muito alto e a hérnia estava bem grande.
A anestesia geral, ainda me deixou alguns sintomas, como garganta irritada, voz prejudicada e dificuldade ao engolir.
Espero que todos esses sintomas desapareçam e eu volte a ter uma vida normal, antes dessa desgraça.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Qual a melhor estratégia?

O que fazer quando você ama alguém e não pode ser correspondido?
Você sabe que a pessoa tem alguém, você sabe que essa pessoa nunca iria se interessar por você, amorosamente ou sexualmente. 
Mas o que fazer? - Desistir? Tentar esquecer? Entrar numa espiral de negação, diminuindo o sentimento que tem por ela?
É difícil chegar a uma resposta exata. 
No meu caso, entendo que a melhor situação é viver com a esperança. Eu sei... eu sei que é ilusão... sei que essa pessoa não vai olhar pra mim e me desejar. Sei que nunca vou ser uma pessoa que ela vai se sentir atraída, que vai querer beijar minha boca, que vai querer me tocar e se permitir ser tocada.
Mas o que mais posso fazer, se não alimentar isso? Mesmo que ela te diga com todas as letras que com ela não pode. Foi o que ouvi (li) hoje mais de uma vez. Você sabe disso, mas quando ouve (ou lê) da própria pessoa, você sente o baque com mais força, como se a realidade te cobrasse, te desse um choque, no universo onde você vislumbrou que isso poderia um dia se tornar possível. Talvez pra quem consegue se envolver com a pessoa que quiser,  que nunca teve esse tipo de situação, pode ser mais dificil e confuso de entender. Mas pra alguém que ama e não tem a menor chance de conquistá-la, a ilusão seja a melhor aliada. É como se ela te falasse: "Vai lá! Continue tentando, que ainda dá."
Lutar contra é pior. Negar é pior. Se afastar é pior.
O único problema da ilusão é quando ela se choca com a realidade,  e foi exatamente isso que aconteceu hoje.

sábado, 17 de outubro de 2026

Me Deixe te Levar Comigo


Tenho lido livros sobre o holocausto, geralmente são histórias pesadas, entao acabo intercalando algum livro mais leve entre esse tipo de leitura e o Kindle é uma grande fonte de histórias de autores independentes,  e saber procurar essas histórias é um desafio, em meio a tanta bobagem que faz parte do mainstream da literatura independente, onde na esmagadora maioria, são histórias de mulheres objetificafas por mafiosos, criminosos e bandidos. Há público pra isso e eu não sou fiscal de mal gosto literário de ninguém. 
Porém, encontrei esse livro chamado Me Deixe te Levar comigo. Esse livro é uma adaptação que a autora escreveu sobre a história da música Dezesseis, da banda Legião Urbana. 
A maneira que a história é contada me prendeu até o final, muito bem adaptado em cima do que é a história da música e ao mesmo tempo, uma história própria.
Uma história objetiva, leve e muito bem adaptada sobre uma excelente música de uma banda clássica de rock nacional dos anos 80.
Por isso que caçar livros de autores independentes, geralmente que cobram menos de cinco reais em suas histórias, vale muito a pena e me mostra que há sim grandes histórias por aí, que ficam no underground do mercado literário independente.

sábado, 10 de outubro de 2026

Quem Traiu Anne Frank?

Depois de ler o diario e os últimos meses de vida de Anne Frank, resolvi entrar de cabeça na história documental, de investigadores que passaram anos, procurando indícios sobre quem denunciou as oito pessoas escondidas no anexo secreto em Amsterdã. 
O livro detalha muito bem a investigação e elenca os principais suspeitos.
Há sempre denúncias falsas, pistas que não se sustentam, mas apesar de a investigação não bater o martelo, com provas concretas de quem foi o delator, o livro coloca ao menos quatro suspeitos reais do quem poderia ter feito isso, sendo o principal Arnold Van Den Bergh, um judeu que trabalhava como membro do conselho judaico, que para não ser preso e ter sua família enviada para o campo de concentração, delatou o endereço do anexo, como provável local de esconderijo de judeus.
A história soube me prender até o final, mesmo não chegando à uma conclusão final.

sábado, 3 de outubro de 2026

Os últimos 7 meses de Anne Frank


Depois de ler o diário, comecei a pesquisar mais livros que pudesse me dar alguma informação sobre como foi a vida de Anne Frank, após a invasão do Anexo secreto, foi aí que encontrei esse - Os últimos sete meses de Anne Frank.
A ideia do autor para buscar informações, foi encontrar sobreviventes de Auschwitz e Bergen-Belsen, que conviveram no período em que Anne esteve nesses dois campos.
Ao todo são cinco sobreviventes que fazem parte do livro. Suas respectivas histórias foram bem detalhadas por elas, mas há poucas informações sobre a convivência com Anne. 
O livro vale a pena pelas histórias dessas mulheres, mas depois de ler o diário, fica aquela sensação de que seria necessário encontrar mais detalhes de como Anne viveu nos seus últimos meses de vida.

sábado, 26 de setembro de 2026

O Diário de Anne Frank


Finalmente li O Diário de Anne Frank

Desde quando comprei o Kindle, há quase dois anos, me lembro que baixei esse livro nas primeiras semanas, pois achei por menos de dois reais na Amazon.

Já faz um tempo que venho lendo e assistindo videos, sobre o período da segunda guerra mundial, e o que envolve o holocausto. Recentemente li a Violinista de Auschwitz, que me impressionou muito.

Viralizou esses dias, uma polêmica de uma influencer na bienal do livro de Sâo Paulo, entrevistando uma menina que disse ter odiado o livro O Diário de Anne Frank, por achar a autora do diário muito vitimista. Foi aí que resolvi começar a ler.

Eu tinha uma certa resistência, pois imaginava que seria uma história de uma menina escrevendo poesias,enquanto estava escondida numa casa pra não ser mandada pra um campo de concentração.

Mas logo que comecei a ler, notei que não era nada disso. Se trata de uma história de duas famílias alemãs e judias, escondidas em uma casa de Amsterdã, narrada por Anne Frank, a filha mais nova de um dos casais presentes na casa.

É uma narrativa tão bem escrita, que logo nas primeiras páginas, o leitor se sente na mesma situação claustrofóbica, angustiante, e dramática do que foi aquela realidade por quase dois anos.

Anne escrevia em seu diário tudo de forma detalhada,o horror das explosões nas ruas, aviões caindo por perto, qualquer barulho em casa podendo ser soldados alemães invadindo o esconderijo, fora o ambiente interno, de duas famílias juntas 24 horas por dia, com inúmeros conflitos de convivência.

Ao mesmo tempo, é tão pesado ler àquelas palavras, sabendo que o pior ainda estaria por vir. A esperança do fim da guerra, que todos anseavam naquele ambiente, estava próxima mesmo, mas que pra eles, chegou tarde demais.

Apesar da frustração de ler um livro que em síntese,não tem um final, O Diário de Anne Frank, pra quem gosta de ler e principalmente, escrever, é uma leitura essencial, pois, eu nunca havia lido um livro tão bem escrito quanto esse.

sábado, 19 de setembro de 2026

Dexter - A mão esquerda de Deus

Depois de tantos anos, li o primeiro livro que deu origem ao seriado Dexter.

Confesso que não me prendeu muito como alguns livros que ja li, que geraram filmes e séries.
Achei ele menos visceral que o Dexter da série. Os personagens coadjuvantes são bem menos utilizados. Talvez sua irma Débora, (tem esse nome no livro) seja a mais próxima do que foi na série. 
Esperava um pouco mais de Rita e Batista.
Mas algumas coisas são diferentes também.
Laguerta tem seu desfecho já no primeiro livro, de forma bem parecida com o que foi na série, mas só na sétima temporada.
E o irmão de Dexter foge no final, ao contrário da série, onde ele se torna sua vítima.
Dizem que a partir do segundo livro, as coisas passam a não ter mais nada a ver com o rumo que a série teve, entao vou ler os demais livros, por curiosidade e sem muita expectativa. 

Minha hérnia de Disco

Há alguns meses, senti uma dor nas costas, comecei a tomar um analgésico, que fazia a dor passar por um tempo, mas ela voltava. ...