sábado, 26 de setembro de 2026

O Diário de Anne Frank


Finalmente li O Diário de Anne Frank

Desde quando comprei o Kindle, há quase dois anos, me lembro que baixei esse livro nas primeiras semanas, pois achei por menos de dois reais na Amazon.

Já faz um tempo que venho lendo e assistindo videos, sobre o período da segunda guerra mundial, e o que envolve o holocausto. Recentemente li a Violinista de Auschwitz, que me impressionou muito.

Viralizou esses dias, uma polêmica de uma influencer na bienal do livro de Sâo Paulo, entrevistando uma menina que disse ter odiado o livro O Diário de Anne Frank, por achar a autora do diário muito vitimista. Foi aí que resolvi começar a ler.

Eu tinha uma certa resistência, pois imaginava que seria uma história de uma menina escrevendo poesias,enquanto estava escondida numa casa pra não ser mandada pra um campo de concentração.

Mas logo que comecei a ler, notei que não era nada disso. Se trata de uma história de duas famílias alemãs e judias, escondidas em uma casa de Amsterdã, narrada por Anne Frank, a filha mais nova de um dos casais presentes na casa.

É uma narrativa tão bem escrita, que logo nas primeiras páginas, o leitor se sente na mesma situação claustrofóbica, angustiante, e dramática do que foi aquela realidade por quase dois anos.

Anne escrevia em seu diário tudo de forma detalhada,o horror das explosões nas ruas, aviões caindo por perto, qualquer barulho em casa podendo ser soldados alemães invadindo o esconderijo, fora o ambiente interno, de duas famílias juntas 24 horas por dia, com inúmeros conflitos de convivência.

Ao mesmo tempo, é tão pesado ler àquelas palavras, sabendo que o pior ainda estaria por vir. A esperança do fim da guerra, que todos anseavam naquele ambiente, estava próxima mesmo, mas que pra eles, chegou tarde demais.

Apesar da frustração de ler um livro que em síntese,não tem um final, O Diário de Anne Frank, pra quem gosta de ler e principalmente, escrever, é uma leitura essencial, pois, eu nunca havia lido um livro tão bem escrito quanto esse.

sábado, 19 de setembro de 2026

Dexter - A mão esquerda de Deus

Depois de tantos anos, li o primeiro livro que deu origem ao seriado Dexter.

Confesso que não me prendeu muito como alguns livros que ja li, que geraram filmes e séries.
Achei ele menos visceral que o Dexter da série. Os personagens coadjuvantes são bem menos utilizados. Talvez sua irma Débora, (tem esse nome no livro) seja a mais próxima do que foi na série. 
Esperava um pouco mais de Rita e Batista.
Mas algumas coisas são diferentes também.
Laguerta tem seu desfecho já no primeiro livro, de forma bem parecida com o que foi na série, mas só na sétima temporada.
E o irmão de Dexter foge no final, ao contrário da série, onde ele se torna sua vítima.
Dizem que a partir do segundo livro, as coisas passam a não ter mais nada a ver com o rumo que a série teve, entao vou ler os demais livros, por curiosidade e sem muita expectativa. 

sábado, 12 de setembro de 2026

Um presente do meu pai


Encontrei essa semana esse relógio.
Pelo menos na época, era conhecido como Yankee Street, mas alguns dizem que seu nome real é Street Yankee.
Tinha em torno de quinze anos na época, me lembro que meu pai me trouxe, quando chegou do seu trabalho.
Mostrou a caixinha de lata em um formado retangular redondo, com o nome muito bem desenhado. 
Infelizmente, não sei onde a caixinha foi parar, mas fico feliz de ter encontrado o relógio, junto com coisas antigas.
Eu adorava usar esse relógio, ele tem um design de rockeiro e pra um adolescente que ouvia muito rock n roll em seu walkman e ja vestia camisas de bandas de rock, era um acessório que eu amava.
Nao me lembro quando parei de usá-lo, acho que foi numa época que seus enfeites de metal começaram a enferrujar por baixo, provavelmente por causa do suor.
Nem sei se essa marca ainda existe, mas considero esse relógio uma relíquia que não sabia que ainda tinha guardada, até outro dia.

sábado, 5 de setembro de 2026

O escárnio do Supremo

Uma nojeira sem fim esse momento da Suprema corte brasileira. 
Dois juízes claramente envolvidos no escândalo de corrupção do banco Master.
Um deles teve troca de mensagens como uma espécie de consultor do banqueiro preso. Banqueiro este, que teve um contrato revisado pelo próprio juiz com milhões de reais repassados ao escritório de sua esposa.
Banqueiro este, que liberou um cartão de crédito com limite de trezentos mil reais para cada um dos seus dois filhos.
Se por si só, isso já é revoltante, o mais incrível é saber que nada acontecerá.
Os juízes vão se safar, pois vão culpar a forma jurídica irregular da investigação, e anular o mérito, como fizeram com os bandidos da Lava Jato.
O cheiro de pizza já está no ar, se alguém sairá culpado nesse caso, será o juiz evangélico que pediu a investigação, pois o presidente do Senado, já blindou o juiz careca contra qualquer pedido de impeachment. Isso mesmo, um Senador do Amapá, com uma população minúscula comparada aos demais Estados brasileiros, tem um poder absoluto.
Os três poderes deste país é um esgoto. Se a população não se virar contra isso, estamos fadados à viver eternamente nessa ditadura do judiciário, disfarçada de democracia. 

Minha hérnia de Disco

Há alguns meses, senti uma dor nas costas, comecei a tomar um analgésico, que fazia a dor passar por um tempo, mas ela voltava. ...