sábado, 17 de fevereiro de 2024

Meus Elos Perdidos




Fiz uma série de textos sobre todos os ramos da minha árvore genealógica depois de alguns anos de pesquisas, mas neste artigo, gostaria de falar sobre os Elos Perdidos, onde pelo menos até agora, não descobri o que quero saber sobre cada um deles. Resolvi criar este texto com algumas pessoas que fazem parte da minha árvore genealógica, cujo suas histórias seguem sendo um mistério para mim até hoje e que me intrigam muito não ter as respostas de quem foram.
Quando comecei a fazer esse tipo de pesquisa sobre meus antepassados e os parentes que apareciam, ficava me perguntando como eram a vida dessas pessoas, o que fizeram em suas respectivas histórias de vida?  Perguntas que nunca terei as respostas, mas parte de suas histórias precisam ficar registradas por aqui, para que o tempo os perpetue, enquanto os servidores deste blog permanecerem ativos.
Esse texto foi originalmente publicado aqui em 17/02/24, porém, resolvi acrescentar algumas outras pessoas e incrementar algumas informações, por isso o atualizei hoje.
Todas as fotos aqui postadas, fazem parte de criações em aplicativos de IA

Vou começar pelos meus trisavós José Reyes Najarro e Maria Moyano Villalobos


 
A imagem é meramente ilustrativa, criei em um app de IA.
Esse casal são pais de meu bisavô Francisco Reyes Moyano, Maria desembarcou no Porto de Santos com seus três filhos Juana, Maria e Francisco em 14 de março de 1914, vindos de Málaga na Espanha.

Além de não saber a história das irmãs de meu bisavô, também não sei como foi a vida de sua mãe aqui no Brasil. Aparentemente meu bisavô Francisco era o mais velho, chegou por aqui com 29 anos, e infelizmente não sei nada sobre como era a vida dessa família de ancestrais na cidade de Málaga na Espanha. O que me lembro de de ouvir minha avó e minha tia Santa falando é que eles vieram fugidos da Guerra.
Mas vamos aos fatos, minha trisavó Maria Moyano chega no Brasil com seu filho, meu bisavô Francisco com quase 30 anos em 1914. A primeira Guerra mundial começou em julho de 1914. Eles de fato fugiram antes da guerra estourar. Mas e o José Reyes Najarro, pai e esposo da família que saiu à tempo de a guerra estourar. Qual a história dele? Já tinha morrido e o restante da família tomou a iniciativa de fugir?  Ou preferiu embarcar tempos depois? Talvez tenha decidido ficar, por falta de dinheiro preferiu dar a família a chance de ter uma vida longe do perigo de uma guerra que estava por vir. São várias hipóteses que ainda não tenho a resposta. 

Quem foi Messias Tobias Rosa?
 Meu Pai era Eduardo Rosa, meu avô Joaquim Rosa Da Silva, meu bisavô Laurindo Rosa Corrêa, meu Trisavô Antônio Tobias Rosa e meu Tetravô Messias Tobias Rosa. 
A partir do Antônio, eu sei tudo sobre cada um deles, onde nasceram, quando se casaram, quantos filhos tiveram, e quando e onde morreram. Descobrir sobre a origem das pessoas que carregam o meu sobrenome é uma espécie de missão que tenho em vida, mas sigo travado no Senhor Messias, cujo a foto criei em IA. Messias era pai de Antônio,  esposo de Maria Honória De Jesus. Já disse em textos anteriores que sua esposa está enterrada no cemitério de Espírito Santo do Turvo/SP. Alguns documentos de Antônio, mencionam que seus pais eram mineiros, mas não citam a cidade. O estado de Minas Gerais é o que tem mais municípios no Brasil, então a busca é muito complicada, sem contar que o estado é o mais difícil de se pesquisar informações no Family Search. Seu filho Antônio era de Araraquara/SP , talvez a busca mais simples de encontrar algum indicio de sua existência, é a partir do nascimento de Antônio no município Paulista. Espero voltar a falar nele numa outra parte deste artigo, mencionando alguma descoberta sobre ele.

O que aconteceu com Leopoldo Moraes?

Leopoldo Moraes é meu bisavô, pai de meu avô Marcílio Moraes, foi casado com Benedita Da Conceição,  tiveram outros dois filhos, Salvador e Jorge. Me apego na informação do atestado de óbito de seu filho Salvador em 1929, que seu pai Leopoldo era residente na cidade de Jaboticabal e na certidão de casamento de meu avô Marcilio em 1933, ele já era falecido. Então, tendo em vista que ambas as informações nos respectivos documentos estejam corretas, o raciocínio é que ele faleceu entre 1929 e 1933. Não localizei informações sobre seu nascimento, então não sei se era jovem ou velho na época que morreu. O meu palpite é que ele faleceu jovem, na casa dos 30. Ele viu seu primeiro filho Salvador morrer de forma trágica, talvez isso tenha contribuído pra sua saúde se deteriorar. 
Vale a pena registrar, que há um ano mais ou menos, uma tia que mora no interior, irmã de minha mãe, veio nos visitar e acabei lhe perguntando várias coisas sobre nossa família, e uma delas, foi sobre o que houve com seu avô Leopoldo. Ela com quase oitenta anos, me disse que seu pai (filho de Leopoldo) lhe disse que ele morreu, na época em que seus filhos ainda eram crianças. Não descarto essa informação. Mas seguir pesquisando é o que me resta pra subir esse ramo da árvore e registrar a história de meu bisavô Leopoldo do início ao fim.

O misterioso fim de Santina Dos Santos

Santina Dos Santos, era irmã de minha avó Olívia, (mãe da minha mãe). Essa é uma daquelas histórias que não encontro vestígios sobre sua existência. Minha mãe e meus tios me contaram a mesma história. Justina era irmã de minha avó, muito provavelmente nascida em Jaboticabal, e que veio morar em um convento em São Paulo, onde segundo minha avó nos anos 50, era uma localizado exatamente onde hoje se encontra o cemitério da Vila Formosa.
Minha mãe conta que chegou a ver uma foto dela, em frente ao convento, e que nos anos 80, minha avó Olívia, foi até o local onde ficava este convento, mas não obteve nenhuma informação, uma vez que este o convento, já havia dado lugar ao cemitério. Pela lógica, Santina deve ter falecido no final dos anos 50 ou início dos anos 60. Infelizmente, minha querida avó Olívia, não está mais por aqui para me tirar essa dúvida.
O que teria acontecido com ela no período em que morou aqui em São Paulo? Como e quando morreu? Onde foi enterrada? Seguirei pesquisando na tentativa de ncontrar registros de sua história de vida.

 
Tão perto e tão longe, onde nasceu e morreu Jacinta Quintina?

A história de minha tataravó Jacinta Quintina, é um enorme mistério até agora. Parece que só sei o que de fato aconteceu em sua vida na metade dela. Sei que foi casada com Aureliano Theodoro Da Silva, na cidade de Santa Cruz do Rio Pardo/SP.  Tiveram pelo menos 5 filhos, sendo uma delas minha bisavó Ana. É maluco saber que eu tenho as informações e ao mesmo tempo não tenho. Detalhei melhor num outro texto, mas citando a gravação em vídeo de meu bisavô Laurindo com meu avô Joaquim,  Laurindo crava com todas as letras: "Ela era italiana, veio da Itália mesmo." Na mesma conversa meu avô Joaquim ainda fala: "Ela morreu aí."  O "aí" pode ser várias cidades do interior de São Paulo. Não ter isso documentado é o que ainda coloca muitas dúvidas em sua história.  Ja pesquisei muito em diversos documentos da época, já troquei e-mail com o Museu da Imigração,  ainda esse mês vou participar do evento online rootstech do Family Search que talvez me apresente alguma outra forma de encontrar esse elo perdido e fechar a história de dona Jacinta. Tudo que meu bisavô contou nessa conversa registrada em vídeo bateu, então eu não tenho o porque duvidar de sua veracidade. Outra vez dando um palpite, acredito que ela veio pro Brasil no final do século XIX, ainda adolescente ou até mesmo criança. Sendo de fato italiana, seu nome foi modificado, pois na grafia italiana, o nome correto seria Giacinta, e nessa época os registros no Brasil eram feitos pela forma que ouviam a pessoa falar. O sobrenome Quintina ou Quintino, eram de origem da região de Veneza, (o interessante é que se ela for de lá mesmo, em 2017 eu estive em Veneza, ainda sem saber que tinha uma ancestral nascida por lá) também na época existia a troca do gênero no sobrenome, então é possível que ao nascer na Itália,  seu nome era Giacinta Quintino. Mas é um mero palpite, e criei a foto de IA baseado nele.

Quando passamos a pesquisar a história de nossa família, esses Elos perdidos nos fazem quebrar a cabeça para saber como desvendar esses mistérios. Todos esses que citei, foram meus ancestrais, que infelizmente hoje não têm mais nenhuma pessoa viva que possa contar suas respectivas histórias.  Pesquisar sobre elas é o que nos resta.

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