E assim, de repente, se passaram 23 anos. Já vivi mais tempo sem meu pai, do que com a sua presença. Assustador saber que estou chegando na idade em que você tinha, quando se foi.
Se num universo paralelo, nada disso tivesse acontecido e Seu Eduardo estivesse aqui ainda, como ele seria hoje? Um Eduardo idoso...
Teria os mesmos hábitos? Qual carro teria? Teria outro cachorro, depois da Sasha? Como seriam seus finais de semana sem meus avós e a Tia Santa? Teria atravessado a Abbey Road conosco?Usaria redes sociais? Assinaria Streamings? Jogaria os vídeo games atuais? Estaria puto com o São Paulo?
Perguntas como essas, sempre foram comuns nesses 23 anos, que se passaram muito rápido, quase que num piscar de olhos. Impressionante como o mundo é completamente diferente do tempo em que você ainda estava por aqui.
Continue aparecendo nos meus sonhos, meu pai querido.
Saudades.
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