Já faz um tempo que venho lendo e assistindo videos, sobre o período da segunda guerra mundial, e o que envolve o holocausto. Recentemente li a Violinista de Auschwitz, que me impressionou muito.
Viralizou esses dias, uma polêmica de uma influencer na bienal do livro de Sâo Paulo, entrevistando uma menina que disse ter odiado o livro O Diário de Anne Frank, por achar a autora do diário muito vitimista. Foi aí que resolvi começar a ler.
Eu tinha uma certa resistência, pois imaginava que seria uma história de uma menina escrevendo poesias,enquanto estava escondida numa casa pra não ser mandada pra um campo de concentração.
Mas logo que comecei a ler, notei que não era nada disso. Se trata de uma história de duas famílias alemãs e judias, escondidas em uma casa de Amsterdã, narrada por Anne Frank, a filha mais nova de um dos casais presentes na casa.
É uma narrativa tão bem escrita, que logo nas primeiras páginas, o leitor se sente na mesma situação claustrofóbica, angustiante, e dramática do que foi aquela realidade por quase dois anos.
Anne escrevia em seu diário tudo de forma detalhada,o horror das explosões nas ruas, aviões caindo por perto, qualquer barulho em casa podendo ser soldados alemães invadindo o esconderijo, fora o ambiente interno, de duas famílias juntas 24 horas por dia, com inúmeros conflitos de convivência.
Ao mesmo tempo, é tão pesado ler àquelas palavras, sabendo que o pior ainda estaria por vir. A esperança do fim da guerra, que todos anseavam naquele ambiente, estava próxima mesmo, mas que pra eles, chegou tarde demais.
Apesar da frustração de ler um livro que em síntese,não tem um final, O Diário de Anne Frank, pra quem gosta de ler e principalmente, escrever, é uma leitura essencial, pois, eu nunca havia lido um livro tão bem escrito quanto esse.
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