A parte 3 será a última da linhagem do meu avô Joaquim. E essa de fato é a parte que mais me intriga nesse período de pesquisas.
Já disse lá no meu primeiro texto deste blog sobre a mãe do meu avô, Ana Teodora Da Silva. Até tenho uma foto dela ao lado do meu bisavô Laurindo, inclusive está no primeiro texto que fiz aqui, mas ela está com uma péssima qualidade, mesmo usando app de melhorias, então o casal da foto são os pais de dona Ana, mas falo deles um pouco mais à frente.
Dona Ana Teodora Da Silva, nasceu em 02 de Dezembro de 1918, na cidade de Batista Botelho, que veio mudar de nome na década de 30, passando a se chamar Óleo. Não localizei até o momento, sua data de casamento com seu Laurindo, mas o primogênito do casal foi o meu Avô Joaquim, que nasceu em Abril de 1934, então o casório deve ter sido uns meses antes. Tiveram 7 filhos lá em Óleo, mas passaram a maior parte da vida em Domélia, um povoado menor, mas próximo dali.
Dona Ana morreu em 16/08/1984, morte súbita por insuficiência cardíaca. Eu era um bebê de pouco menos de 8 meses e infelizmente não me lembro dela, sei que ela me conheceu, mas infelizmente não tenho a memória a esse nível. Está enterrada no cemitério de Domélia, ao lado de seu marido. A única referência que me lembro de ouvir meu pai comentando, é que ela era brava, não sei exatamente o motivo de meu pai achar isso.
Ela era filha de Aureliano Theodoro Da Silva, meu Trisavô. Voltando a citar aquela conversa em vídeo entre meu bisavô, meu avô e meu pai, seu Laurindo (meu bisavô) cita Aureliano, ao ser questionado por meu avô Joaquim: -- "Ele era mineiro? Perguntou meu avô. --" Sim, o véio era mineiro." Mais uma relíquia que me ajudou a encontrar a origem de seu Aureliano, apesar de não ter a data nem de nascimento e nem de falecimento, em alguns documentos de seus netos, Aureliano nasceu em 1886, em Sacramento, Minas Gerais. A outra referência de Laurindo sobre seu sogro, é que ele era moreno escuro, "quase preto". Na foto em Preto e Branco que temos dele aí, não dá pra confirmar nem pra desmentir o que meu bisavô disse.
Seu Aureliano era esposo de Jacinta Quintina, aí é onde nasce a minha tormenta. Minha Trisavó é de fato a situação mais intrigante que encontrei até agora nesse um ano e pouco de pesquisas sobre minha genealogia.
É muito importante transcrever mais uma vez o diálogo dos meus antepassados, registrado em áudio e vídeo:
-- "O véio era mineiro, mas a minha sogra era italiana, veio da Itália mesmo." Diz meu bisavô Laurindo. Meu Avô Joaquim responde quase em cima da fala do meu bisavô: " -- Ela morreu aí." Meu bisavô surpreso responde: -- "Morreu aí? Achei que ela tinha morrido lá no Paraná, em Londrina." Meu pai Eduardo, gravando tudo entra na conversa também surpreso, mas por outra coisa: -- " A mãe da vó era italiana? " --"Era" respondeu meu bisavô Laurindo ainda pensativo.. --" Então ela morreu aí.." Meu avô Joaquim corrobora: " -- "Ela morreu aí com a Dalina" Meu pai Eduardo claramente sabendo da informação pela primeira vez ainda questiona ao meu Avô Joaquim: -- "Você conheceu ela, pai?" --Sim, conheci, tem foto dela em algum lugar aí."
Antes do assunto mudar, seu Laurindo ainda fala que se admira como os irmãos de dona Ana morreram tudo jovem no Paraná, os nomes mencionados batem com toda a pesquisa no Family Search, onde os irmãos de dona Ana, Joaquim e Balbino, nasceram em Óleo, mas foram fazer a vida em Ibiporã, uma cidade pequena ao lado de Londrina, no estado do Paraná, e de fato se casaram, tiveram filhos, mas morreram jovens.
Mas intrigante mesmo é o quão difícil encontrar registros de dona Jacinta, tudo que seu Laurindo diz bate com os registros, então, não tenho nenhum motivo pra achar que esse fato de sua origem seja conversa fiada de meu bisavô.
Vamos começar pelo nome, até os anos 30, os registros eram nebulosos nesse sentido, o nome escrito, pode ser diferente, Jacinta Quintina, se realmente nasceu na Itália, provavelmente se chamava Giacinta ou até Giacyntha, o sobrenome Quintina, de fato existe muito por aí e tem sim origem na Itália, mas não dá pra descartar o fato de no Brasil, muitos sobrenomes serem mudados no final pelo gênero, o exemplo claro é minha bisavó Ana, o sobrenomeTheodoro , de seu Aureliano, em minha bisavó, passou a ser Teodora, o que poderia muito bem ter acontecido o mesmo com dona Jacinta, que ao invés de Quintina, seria Quintino em sua origem.
Se foi possível até agora saber a origem de Aureliano em um registro religioso, o de Jacinta ainda é incerto, pelo menos na forma documental.
Troquei e-mail com o Museu da Imigração e não encontraram registros pelo nome, geralmente os imigrantes nessa época, vindos de qualquer lugar do mundo, usavam a hospedaria do Brás em São Paulo, que hoje é o Museu da Imigração.
Outra coisa que poderia me ajudar, é encontrar o óbito de dona Jacinta, aí voltamos ao diálogo transcrito acima, se meu avô de fato a conheceu, ela deve ter morrido entre os anos 40 e 50, Joaquim cita que ela morreu "ali" , pro meu bisavô Laurindo, parecia ser claro onde era o "ali" , mas pra mim, é uma incógnita. O diálogo aconteceu na casa de minha Tia Cida, em Campinas, mas teria dona Jacinta morrido em Óleo? Seus filhos masceram lá, provavelmente ela morreu depois deles que foram pro Paraná. Joaquim se referia a exatamente qual cidade? Óleo, Domelia, Espírito Santo do Turvo, Santa Cruz do Rio Pardo, Santa Bárbara. São cidades próximas onde Joaquim não especifica qual, e procurar em cada uma delas é como procurar uma agulha no palheiro, é quase que jogar no escuro quando pesquisamos óbitos no FS, sem referência de data. Fora documentos os privados que só podem ser abertos em uma sede do Family Search.
Saber onde nasceu e morreu dona Jacinta Quintina se tornou uma missão de vida, é um tanto quanto angustiante ainda não ter encontrado essa informação tão valiosa. Será que Laurindo se enganou e ela não nasceu na Itália, se é isso, de onde veio Jacinta? O que ela fazia em Óleo ao conhecer Aureliano? Se sim, de qual cidade italiana Jacinta veio? Perguntas ainda sem respostas, mas que um dia voltarei neste Blog pra responder.
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