sábado, 23 de dezembro de 2023

As Curiosidades da Minha Genealogia Pt2


Não sei quantas partes farei nesse Blog e nem o intervalo de uma pra outra, mas resolvi fazer na sequência a parte 2, falando de Elisa Dias Corrêa, minha Tatatavó(trisavó).

Falei muito na Parte 1 sobre meu Bisavô Laurindo e meu Tataravô Antônio. 

Então, seguindo essa linhagem, resolvi escrever aqui, o que sei e descobri até agora sobre Elisa. 

Antes de me aprofundar sobre sua vida, até o momento, o ramo com maior quantidade de gerações descobertas e disponíveis na minha árvore é o que está a dona Elisa, não é muito prático detalhar cada uma das gerações que a antecederam, mas destaco o mais antigo, nascido em Nazaré Paulista/SP, por volta de 1700, o senhor Lourenço Cubas, e um outro ramo próximo, Manoel Joaquim Inglês, nascido em Itu/SP em 1787, filho de Anna Maria e de pai incógnito. Os registros apontam que Manoel era escravo e foi alforriado ainda criança, junto de sua mãe por este senhor inglês, que muito provavelmente era seu pai e por isso, Manoel levou esse sobrenome. Infelizmente não sabemos até o momento se era Negro ou Índio, mas registros apontam que Manoel vivia em Araraquara/SP, no Bairro do Jacaré, se casou em Campinas/SP, com Esperança Maria De Siqueira em 26/06/1810 e tiveram doze filhos. Todas essas gerações e ramificações que antecederam dona Elisa, viviam em cidades do interior de São Paulo, não encontrei uma só geração que esteve em outro estado.

Agora sim, falando de Elisa, nascida em Santa Cruz Do Rio Pardo, em 26 de Setembro de 1887, filha de Gabriel José Corrêa  e Maria Dias Batista, era a segunda filha, de oito irmãos.

Conforme citei várias vezes na parte 1, meu pai costumava gravar conversas com a família, numa delas, meu pai estava andando com sua filmadora, em uma rua de Domélia, com meu bisavô Laurindo, onde ele claramente disse: " --A Dona Elisa, era pretinha." Se referindo à sua mãe. Seu Laurindo era Pardo, infelizmente nunca vi uma foto de Dona Elisa, mas no Family Search, Umbelina, uma de suas irmãs, tem uma foto, já bem idosa nos anos 70, ela era parda, mas de qualquer forma, em alguma parte futura dessa série de artigos, falarei sobre os irmãos de minha mãe, onde todos são dos mesmos pais e alguns se diferem pela cor da pele, por isso não duvido do que meu bisavô Laurindo mencionou nessa conversa.
E como não tive acesso a nenhuma foto dela, criei essa foto de IA, no APP da Bing, Image Creator, apenas para ilustrar a pessoa de quem estou falando, de acordo com a única característica que meu bisavô disse nesse vídeo.

Não encontrei até o momento, o registro de casamento de Elisa e Antônio, mas eles tiveram o primeiro filho (João) em 1906, em Santa Bárbara/SP, então, pela data, teve seu primeiro filho aos 19 anos de idade, o casal teve doze filhos, não conheci nenhum irmão do meu bisavô, mas troquei mensagens com seu Isaltino, um homem que contribuiu bastante para esta àrvore, com fontes registradas lá no FS, e vive ainda na região onde vivia meu bisavô.  Ele não conheceu ou diz não se lembrar de meus Tataravôs, mas disse que se lembra bem de meu Bisavô Laurindo e de seu irmão Abílio, que faleceu nos anos 2000 na Capital de São Paulo. 

Voltando a citar um trecho de um vídeo onde seu Laurindo fala sobre sua mãe Elisa, ele dá informações de onde e quando ela faleceu. Algo que não encontrei registros documentais até agora, mas as informações são bem específicas. 
O vídeo é de 1993 e ele mencionou que há 42 anos, sua mãe havia falecido, e que em apenas um único ano ele não visitou o seu túmulo no cemitério da cidade de Espírito Santo Do Turvo/SP, citou inclusive outros familiares enterrados neste túmulo. Então ali, com essa relíquia de vídeo, foi possível ter a informação do local onde dona Elisa faleceu e o ano, pois se em 1993 faziam 42 anos de sua morte, um calculo simples, resulta no ano de 1951, aos 64 anos de idade.

Ainda quero muito voltar à cidade de Domélia/SP, onde fui muito até minha adolescência, ainda tenho um Tio, irmão de meu avô que reside por lá, quero muito conversar com ele sobre algumas coisas que talvez ele possa me responder, fato é que a cidade de Espírito Santo do Turvo/SP, é no caminho de Domélia e pretendo visitar esse cemitério pra talvez ali exista a lápide de dona Elisa, mencionando a data exata de sua morte, quem sabe até uma foto ainda esteja preservada pelo tempo.


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